A presidente do México, Claudia Sheinbaum, foi alvo de assédio sexual em via pública enquanto cumprimentava apoiadores no centro da Cidade do México, nessa terça-feira (4). Vídeos que circulam nas redes mostram um homem, em aparente estado de embriaguez, tocando a chefe de Estado. Sheinbaum registrou queixa policial, e o homem foi detido pelas autoridades locais. O caso provocou ampla repercussão nacional e reacendeu pedidos por mudanças na legislação e no atendimento a vítimas de violência sexual.
A agressão ocorreu durante uma caminhada curta entre o Palácio Nacional e o Ministério da Educação, quando Sheinbaum parou para cumprimentar cidadãos. Em imagens, o homem aproxima-se por trás, envolve o braço na presidente, tenta beijá-la no pescoço e toca seu peito, até ser afastado por assessores. A presidente afirmou em coletiva que decidiu formalizar a queixa porque, se isso acontece com ela, “o que acontecerá com as jovens do país?” e defendeu que o assédio deva ser tratado com mais rigor pelas legislações estaduais.
Autoridades locais confirmaram a prisão do suspeito — identificado em reportagens como Uriel Rivera — e disseram que ele também teria assediado outras mulheres na sequência, o que acelerou a detenção. O incidente rapidamente se transformou em foco de crítica pública sobre a rotina de violência contra mulheres no México e sobre a necessidade de uniformizar penas e procedimentos entre os 32 códigos penais estaduais, já que nem todos tipificam com clareza o assédio de rua como crime.
Repercussão política e social: figuras públicas e movimentos de defesa dos direitos das mulheres expressaram revolta e solidariedade. A prefeita da Cidade do México e ministros também se manifestaram, cobrando apuração e medidas de prevenção. Analistas e ativistas apontam que o caso traz visibilidade ao problema cotidiano enfrentado por mulheres no transporte público e nas ruas, e pode ser catalisador para mudanças legais — inclusive propostas de tornar o assédio sexual em via pública crime federal ou, ao menos, obrigar punições mais efetivas nos estados.