O cenário da saúde pública em Sergipe exige atenção redobrada das autoridades e da população. Entre o período de 4 de janeiro e 28 de fevereiro de 2026, o estado já contabilizou 332 casos de SRAG e registrou 5 óbitos. O dado mais alarmante recai sobre a faixa etária jovem: das 5 mortes confirmadas, 3 foram de crianças ou adolescentes, evidenciando a agressividade dos vírus circulantes neste ciclo.

Nacionalmente, o panorama é de crescimento quase generalizado. Com exceção de quatro estados (Roraima, Tocantins, Espírito Santo e Rio Grande do Sul), todo o país sinaliza aumento nas internações. Em 2026, o Brasil já soma 14.370 notificações de SRAG. Destas, 5.029 casos (35%) tiveram diagnóstico laboratorial positivo para vírus respiratórios, enquanto 6.193 (43,1%) deram negativo e 2.073 (14,4%) ainda aguardam o resultado dos exames.
O “Vilão” de cada faixa etária
O Boletim InfoGripe aponta que diferentes vírus estão atacando grupos específicos. O rinovírus tem sido o principal responsável pelo aumento de hospitalizações em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Já o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) atinge severamente bebês menores de 2 anos. Por outro lado, a Influenza A (gripe comum) é a maior ameaça para jovens, adultos e idosos.
Raio-X dos Vírus em Sergipe
Ao analisarmos os casos positivos em solo sergipano neste ano, o rinovírus lidera com folga, sendo responsável por 40% das infecções. Em seguida, aparecem a Influenza A com 20% e o Sars-CoV-2 (Covid-19) com 17%. O Vírus Sincicial Respiratório responde por 13,6% das notificações, enquanto a Influenza B tem a menor incidência, com apenas 1,7%.