Os bastidores da política sergipana fervem com a possibilidade de Valmir de Francisquinho recuar da disputa ao Governo do Estado em 2026. Segundo interlocutores próximos, o ex-prefeito estaria calculando o risco de um novo revés jurídico ou de uma derrota nas urnas, o que o deixaria sem mandato e sem o controle da “máquina” de Itabaiana, seu principal reduto eleitoral.

A grande preocupação de Valmir, conforme apontam aliados, não é apenas a derrota em si, mas o vácuo de liderança que seria preenchido pela prefeita de Aracaju, Emília Corrêa. A avaliação interna é de que, se Valmir ficar sem cargo e sem força política, Emília se tornaria o nome natural e unânime do agrupamento para a disputa ao Governo em 2030.
Para evitar a perda de capital político e o ofuscamento de sua liderança, a estratégia de Valmir seria permanecer à frente da Prefeitura de Itabaiana. Manter o mandato garante a ele sobrevivência política e fôlego financeiro para negociar o futuro do grupo, impedindo que a “onda Emília” tome conta de todo o bloco de oposição no estado. O movimento é visto por observadores como uma mistura de cautela jurídica e preservação de espaço contra a concorrência interna.