Paradoxo hídrico: Sergipe tem ampla rede, mas lidera queda de fornecimento de água no Brasil

Dados da PNAD Contínua 2025, divulgados pelo IBGE, revelam um cenário alarmante para os sergipanos: entre 2016 e 2025, o estado registrou um recuo de 16,8 pontos percentuais no abastecimento diário de água. Se há dez anos mais de 81% dos lares tinham água todos os dias, hoje esse número caiu para apenas 64,8%, colocando Sergipe como o terceiro estado com pior regularidade no país.

O analista do IBGE, William Kratochwill, aponta que o crescimento habitacional desordenado superou a capacidade de expansão da rede. Em Aracaju, a situação é menos crítica (85,2% de regularidade), mas a capital ainda amarga a 20ª posição entre as 27 capitais brasileiras.

Aposta na Concessão

A Iguá Sergipe, que assumiu o serviço em 2023, herdou um sistema com problemas históricos de vazamentos e falta de pressão. A empresa afirma já ter investido R$ 250 milhões de um total de R$ 6,3 bilhões previstos em contrato. Entre as ações emergenciais, destacam-se 59 km de novas adutoras e o “Plano Verão”, que visa aumentar a reserva hídrica em 2 mil litros/dia para tentar reverter a tendência de queda apontada pelo IBGE.

Coleta de lixo: A boa notícia

Enquanto a água falta, o lixo agora é recolhido. Sergipe foi o estado brasileiro que mais expandiu a coleta de resíduos na década. O serviço saltou de 68,3% para 90,6% de cobertura, alcançando 779 mil residências e mostrando que, na gestão de resíduos sólidos, o estado encontrou o caminho da eficiência.

*Com informações do G1

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