Em um marco histórico para a segurança pública, Sergipe encerrou o ano de 2025 com 304 mortes violentas intencionais, o menor índice registrado desde o início da série histórica em 2003. Os dados, validados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e apresentados em coletiva nesta terça-feira (13), revelam uma redução estrutural de 77,1% em comparação a 2016, quando o estado viveu seu auge de criminalidade com 1.306 assassinatos.

A taxa de homicídios, que já foi a maior do país, despencou para 13,2 por 100 mil habitantes, superando antecipadamente as metas do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) previstas para 2030. Cidades como Itabaiana simbolizam essa mudança: o município, que registrou 100 mortes em 2016, fechou 2025 com apenas oito casos. O secretário de Segurança Pública, João Eloy, atribuiu o sucesso à integração entre Polícia Militar, Civil, Científica e Corpo de Bombeiros, além do uso intensivo de inteligência e dados estatísticos.
Além dos crimes contra a vida, o balanço destaca a queda drástica nos latrocínios (roubo seguido de morte), que recuaram 87,9% desde 2017. Na capital, Aracaju, a taxa de violência caiu de 64,53 para 16,33 no mesmo período. A Polícia Científica também registrou produtividade recorde, emitindo mais laudos do que requisições pela primeira vez, fortalecendo a punibilidade. Com esses indicadores, Sergipe mantém, pelo terceiro ano consecutivo, o título de estado mais seguro da Região Nordeste.
O sucesso do modelo sergipano começa a atrair a atenção de outros estados e de organismos internacionais, que veem na integração das polícias e na análise de dados em tempo real um caminho para a pacificação social. Mais do que estatísticas, os números representam a preservação de mais de mil vidas anualmente em comparação ao período crítico, permitindo que o estado se torne um polo atrativo para investimentos e turismo. A gestão estadual agora foca na manutenção desses índices e na expansão do videomonitoramento inteligente para os municípios de pequeno porte, visando a interiorização completa da sensação de segurança.