
Sabemos como é difícil manter uma alimentação saudável por muito tempo sem nenhuma interrupção. A nossa volta, sempre surgem as famosas “tentações” do dia que aliadas a correria da nossa rotina, nos faz esquecer por alguns minutos a importância de manter uma boa alimentação, tempo suficiente para mais uma vez colocarmos a nossa saúde em segundo plano. O governo sabe disso e disponibiliza cartilhas que auxiliam os profissionais de saúde nas orientações para uma vida melhor e livre ou se não, com menos risco, de desenvolver algumas doenças capazes de tirar o nosso sono.
Retirei de uma dessas cartilhas alguns passos para uma boa alimentação, vamos
começar?
Passo I-Prefira alimentos frescos (in natura): Os alimentos in natura, como o nome já sugere, são aqueles encontrados no seu estado natural, assim como a natureza os oferece, ou seja, eles não passam por nenhum processo industrial com adição de produtos químicos, alguns exemplos são: Legumes, frutas, verduras, batata, mandioca e outras raízes, ovos e leite.
Passo II-Use com moderação óleos, gorduras, sal e açúcar: O uso desses alimentos deve ser limitado, por isso eles ocupam o topo da pirâmide alimentar. O excesso deles, está relacionado a algumas doenças cardiovasculares como o surgimento de placas de ateroma (placas de gordura) nas artérias e pressão alta.
Passo III-Limite os alimentos processados: Alimentos processados são aqueles que passaram por algum processo industrial, mas que não se distanciaram tanto do seu estado natural, como milho enlatado, sardinha em lata e abacaxi em calda. Esses alimentos recebem a adição, principalmente de sal e açúcares em excesso para que eles sejam conservados por mais tempo.
Passo IV-Evite alimentos ultra processados: Os ultra processados estão muito distantes do que seria seu estado natural, na verdade, a maioria não é considerado alimento, apenas um produto fabricado pela indústria alimentícia, como por exemplo os salgadinhos, empanados de frango e sucos em pó.
Passo V-Faça suas compras em feiras livres e prefira os alimentos da época: Fazer as compras em feira livre é sempre uma boa opção, lá encontramos abundância de alimentos in natura e podemos escolher os alimentos da época que sempre são mais baratos.
Passo VI-Valorize o hábito de cozinhar: É importante que você se comprometa com a sua alimentação, pois é ela que te proporciona vitalidade para todas as tarefas de sua vida.
Nada mais oportuno para isso do que se envolver com o preparo do seu próprio alimento, teste novos temperos e descubra o prazer de estar a frente de uma das tarefas mais importantes do seu dia, isso com certeza te ajudará a fugir dos alimentos ultra processados.
Passo VII-Coma com regularidade e atenção: Quando fracionamos bem as nossas refeições, diminuímos a fome e o tamanho do prato, o que evita os excessos nas refeições principais.
Preste atenção ao seu prato e prefira fazer refeições acompanhado e distante de celular, tv ou qualquer coisa que roube a sua atenção, pois isso pode fazer com que você coma muito e não perceba o exagero.
Passo VIII-Organize o seu tempo e planeje suas compras: Muita gente acaba saindo da dieta ou nem consegue começar porque tem dificuldades para planejar a própria alimentação.
Quando não temos nada em mente, a chance de passarmos em uma lanchonete e comer a primeira coisa que ver pela frente, é muito grande. Por isso, faça sua lista de compras e pense no que irá comer durante a semana, no final de semana repita essa atividade.
Passo IX-Quando for comer fora, prefira comida feita na hora: Por mais que o seu planejamento esteja excelente, pode ser que surja um imprevisto e você tenha que fazer alguma refeição fora de casa. Se isso acontecer, evite lanchonetes e produtos ultra processados, vá a um self servisse e monte o seu prato dando preferência a alimentos integrais, legumes, verduras, sucos naturais e frutas de sobremesa.
Passo X-Seja crítico com relação as propagandas alimentares: É importante lembrar que a única função das propagandas de produtos alimentícios é vender, não é passar informações nutricionais nem promover educação alimentar. Por isso, você deve ser bem mais crítico quando ver essas propagandas. Por exemplo, alguns produtos estampam bem visivelmente a frase “fonte de vitaminas”, mas podem ser considerados alimentos fontes, aqueles que possuem apenas 5% do valor recomendado diariamente, vamos concordar que esse é um valor pequeno para tanta propaganda que nos faz acreditar que o produto é riquíssimo em algumas vitaminas, portanto, tenha cuidado.
Por: Tatiane Ferreira
Montealegrense, graduanda em nutrição (AGES), integrante do grupo de pesquisa
interdisciplinar em saúde (GEPISA), líder na pastoral da criança, instituição de ação social da CNBB, voltada para o acompanhamento e orientação de famílias
no que diz respeito a ações básicas de saúde, educação, nutrição e
cidadania. Idealizadora do Blog Nutrição e Biologia: Saúde e
ambiente em foco. Tem textos publicados na seleta do 4° encontro
sergipano de escritores, 2° encontro de escritores canindeenses e
convidados, 1° e 2° encontro dos escritores montealegrenses,
entre outras obras reconhecidas. Tem interesse especial em
neonatologia e neuronutrição, está sempre aberta para diálogos
que agreguem conhecimento dentro da sua futura profissão e fora
dela.
E-mail: [email protected]; Instagram: _tatinutri