
A percepção de peso corporal, aliada a tentativa de se manter dentro de um padrão estético, está associada a comportamentos alimentares anormais, sendo o ideal de magreza um grande vilão presente na vida de muitas pessoas com a compulsão alimentar. Entende-se por compulsão alimentar, a necessidade incessante por comer, a fim de suprir demandas emocionais e não necessariamente biológicas, ou seja, a fome não vem de uma urgência do corpo em obter energia mas da ânsia em suprir uma carência emocional.
Estima-se que só em 2015, 1,6 milhões de pessoas acima de 15 anos de idade, já tinham sobrepeso e 400 milhões eram obesas. É justamente esse grupo populacional, especialmente do sexo feminino que sofre com crises de compulsão alimentar. Os principais sintomas são, o desejo permanente de comer, dificuldade em controlar os estímulos da fome e perca da percepção de saciedade.
Para controlar a compulsão alimentar, é preciso auxílio de um profissional, procure ajuda. O nutricionista contribui no combate a compulsão alimentar com um tratamento que vai bem mais além do que prescrever uma dieta, pois nesse caso, é inviável, já que provavelmente o paciente não irá segui-la, pois esse profissional sabe o quanto é importante mediar as ações do seu trabalho com um tratamento psicológico.
Algumas medidas que são orientadas em consultório para o controle da compulsão, e que você pode começar a fazer agora são: não praticar restrição alimentar, fazer atividades durante o dia para tirar a sua atenção da comida, como exercícios físicos e leitura, organizar a sua alimentação semanalmente (Montar um cardápio) , frequentar os atendimentos psicológico e nutricional. Existem alimentos que podem te ajudar nesse controle mas nesse caso não se pode apenas lista-los e pedir para que você os consuma, porque existem muitos outros aspectos envolvidos.
Por exemplo, uma das estratégias nutricionais, é adequar a quantidade de Triptofano, um aminoácido que está relacionado a diminuição dos sintomas de ansiedade que estão presentes nas crises de compulsão, no entanto, se você não ingere uma quantidade de vitamina B3 adequada, não adianta apenas consumir o triptofano, pois ele não será direcionado para a produção de serotonina, o que seria o objetivo, mas irá suprir essa outra demanda do corpo. De mesmo modo, se você não tem saúde intestinal, ele também não irá funcionar adequadamente. Percebeu como é complicado apenas listar alimentos nesse caso? É importante entender todas as suas necessidade individuais para que os nutrientes sejam direcionados para onde são mais necessários.
Procure um nutricionista e antes das orientações alimentares, será feita uma investigação sobre outros possíveis problemas de saúde, assim, será elaborado um tratamento eficaz para você, caso haja uma necessidade mais urgente, o próprio nutricionista poderá te encaminhar para o tratamento psicológico.
Por: Tatiane Ferreira
Montealegrense, graduanda em nutrição (AGES), integrante do grupo de pesquisa interdisciplinar em saúde (GEPISA), líder na pastoral da criança, instituição de ação social da CNBB, voltada para o acompanhamento e orientação de famílias no que diz respeito a ações básicas de saúde, educação, nutrição e cidadania. Idealizadora do Blog Nutrição e Biologia: Saúde e ambiente em foco. Tem textos publicados na seleta do 4° encontro sergipano de escritores, 2° encontro de escritores canindeenses e convidados, 1° e 2° encontro dos escritores montealegrenses, entre outras obras reconhecidas. Tem interesse especial em neonatologia e neuronutrição, está sempre aberta para diálogos que agreguem conhecimento dentro da sua futura profissão e fora dela.
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