Policia Civil de Sergipe localiza e prende líder de facção que atuava na Bahia

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Ilhéus (FICCO/Ilhéus), em conjunto com forças da Bahia e de Sergipe, deflagrou na madrugada desta quinta-feira (30) a Operação Frater Dominus. A ação localizou um líder de facção com atuação no sul da Bahia, resultou no cumprimento de dezenas de mandados e incluiu bloqueio de cifras milionárias e apreensões de armas. As medidas foram executadas em cidades da Bahia e em Santa Luzia do Itanhy, em Sergipe.


A operação — coordenada pela FICCO/Ilhéus com apoio da Polícia Civil e Polícia Militar da Bahia, do Departamento de Narcóticos (Denarc) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) de Sergipe — teve como alvo uma organização investigada por tráfico de drogas, tráfico de armas, homicídios e lavagem de dinheiro, com ramificações em vários municípios baianos e atuação também em Sergipe. Foram cumpridos mandados de prisão e busca em localidades como Ubaitaba, Maraú, Itacaré, Itabuna, Itapetinga, Salvador e Santa Luzia do Itanhy (SE).

Segundo balanços preliminares, a ação mobilizou mais de 150 policiais, resultou na prisão de dezenas de investigados e no cumprimento de aproximadamente 20 mandados de prisão e mais de 30 mandados de busca e apreensão (números apontados em reportagens locais e notas oficiais em atualização). As autoridades também promoveram bloqueios e ordens de indisponibilidade de recursos financeiros ligados ao grupo — regularmente apontados na imprensa entre R$ 17 milhões e R$ 20 milhões bloqueados até o momento.

A operação atingiu, além de líderes do crime organizado, figuras públicas e servidores — incluindo, segundo investigações preliminares, gestores locais e políticos com suposto envolvimento em esquemas de proteção e lavagem de capitais. Em ao menos uma das prisões foi apreendida quantia em espécie (reportada por veículos locais como R$ 130 mil). As equipes também relataram apreensões de armamento e documentos que devem reforçar as investigações sobre o fluxo financeiro e logístico da quadrilha.


A FICCO/Ilhéus e as polícias civis estaduais informaram que as investigações prosseguem para identificar outras lideranças, vínculos políticos e a destinação dos recursos ilícitos. A Justiça autorizou medidas cautelares para bloquear bens e contas vinculadas aos investigados, ação considerada estratégica para “descapitalizar” a organização e impedir a continuidade das operações criminosas. Autoridades promotoras e delegados envolvidos prometeram ampla transparência na divulgação dos resultados finais e do material coletado nas diligências.

Quer receber gratuitamente as principais notícias do Mais Sertão no seu WhatsApp? Clique aqui.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *