A cultura popular sergipana amanheceu de luto nesta sexta-feira (29) com a morte de Bráulio Vieira de Souza, mais conhecido como Bráulio Chupa Cabra. O cantor, compositor e radialista de 74 anos faleceu após se envolver em uma colisão com outro carro. Bráulio chegou a ser socorrido com vida e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Nascido em 1951, Bráulio fez história na música nordestina. Em 1979, formou com o irmão João Batista Vieira de Souza a dupla Divisor & Consciente, que chamou atenção não só pelo nome curioso, mas também pela irreverência nas composições. A dupla gravou dois discos marcantes: Chuchu da Minha Marmita (1983) e Amor de Corôa (1986). A parceria foi encerrada em 1989, após a morte precoce do irmão Consciente, vítima de Hepatite C.
Na carreira solo, Bráulio ganhou notoriedade nacional com a música “Forró do Chupa Cabra”, lançada em 1997 em seu primeiro disco homônimo, que vendeu cerca de 30 mil cópias. A canção o eternizou como “Bráulio Chupa Cabra”, apelido que carregou até os últimos dias de vida. Ao todo, foram sete CDs lançados ao longo da carreira.
Além do sucesso como intérprete, Bráulio foi um compositor respeitado, com músicas em parceria com nomes como Chico Amado e gravadas por artistas de renome no cenário nacional. Sua contribuição ultrapassou o palco: foi também um querido locutor de rádio, comandando programas tradicionais na FM Boca da Mata, em Nossa Senhora da Glória, onde marcou gerações de ouvintes.
O falecimento do artista deixa uma lacuna irreparável na música sergipana e no forró nordestino. Bráulio será lembrado pela irreverência, pelo talento como compositor e pela voz que embalou festas e forrós em Sergipe e em várias partes do Brasil.
Uma resposta
Não foi na manhã de sexta dia 29… Foi no final do dia… Logo não “amanheceu” e sim terminou o dia