O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou à Prefeitura de Formosa do Rio Preto, no oeste baiano, a suspensão imediata do contrato de apresentação do cantor sergipano Natanzinho Lima. O artista foi contratado por R$ 800 mil para se apresentar na 40ª Vaquejada do município, na noite de 28 de maio.

O órgão alega que o valor ultrapassa significativamente os limites de razoabilidade estabelecidos por órgãos de controle, como o TCE e o TCM. Segundo o Painel de Transparência, a média das 23 contratações do cantor na Bahia em 2025 foi de aproximadamente R$ 604 mil. Mesmo com o ajuste do IPCA para 2026, o valor de mercado estimado seria de R$ 624 mil, tornando o contrato de Formosa do Rio Preto quase R$ 175 mil mais caro que a média praticada.
A recomendação, assinada na última quinta-feira (23), utiliza notas técnicas para orientar que gestores públicos não realizem contratações com discrepâncias salariais tão elevadas. Até o momento, nem a assessoria do cantor, nem a gestão municipal se manifestaram oficialmente sobre o pedido de suspensão.