Em tempo, o Portal Mais Sertão retifica a afirmação feita nesta matéria a qual dizia que “o diretor do hospital canindeense, que saiu em defesa da médica e não quis colaborar com a autoridade policial, acionou o Ministério Público de Sergipe contra a ação da Polícia Civil em Canindé”. Essa afirmação foi feita com base em denúncias que se confirmaram inverídicas. Portanto, a afirmação também se mostra incondizente com os fatos. O Portal, que sempre prezou pelo compromisso com a verdade, se desculpa com quaisquer partes que tenham se sentido ofendidas.
Nessa semana aconteceu mais um fato curioso em Canindé. Ao registrar a ocorrência de um caso de agressão doméstica, o delegado Antônio Francisco Filho encaminhou a vítima para o Hospital Haiddê Carvalho Leite Santos, localizado naquela cidade, para que fosse emitido o laudo de lesão corporal. Esse procedimento é comum em cidades onde não há sede do IML – Instituto Médico Legal e é resguardado pelo Código de Processo Penal e pelas Leis 9.099/95 e 12.830/13.
A médica de plantão se recusou a realizar o procedimento, apesar de a autoridade policial comprovar que estava agindo baseado na legislação brasileira. Segundo informações obtidas pela redação do Portal Mais Sertão, a médica alegou haver orientações do Conselho Regional de Medicina de Alagoas de que ela não deveria fornecer o laudo solicitado. Contudo, o Parecer nº 306/98 do Conselho Federal de Medicina e nº15/13 e pareceres similares em conselhos estaduais orientam que o laudo seja emitido por qualquer profissional da área na falta de um médico legista.
No fim do desentendimento, após o delegado ter entrado em contato com membros da administração municipal na tentativa de que a lei fosse cumprida, o laudo solicitado foi emitido.