Uma situação inusitada vai parar no tribunal do futebol sergipano. O Diabinho, mascote do Club Sportivo Sergipe, será julgado nesta quarta-feira pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Sergipe.

O caso ocorreu na oitava rodada do Campeonato Sergipano, na partida contra o Atlético Gloriense, realizada no dia 10 de fevereiro. Após o gol marcado por Beto, do Gloriense, o mascote teria se envolvido em uma confusão.
O árbitro Jackson Ribeiro Sobrinho relatou em súmula que foi informado, ao fim do jogo, pelo delegado da partida, Maurício Tavares de Moura, que o mascote precisou ser retirado do campo pelo chefe de segurança aos 45 minutos do primeiro tempo por conduta inadequada, após sair da sua área de trabalho e provocar a equipe adversária. A arbitragem destacou que não presenciou o fato.
Em documento publicado na última segunda-feira, o presidente da 1ª Comissão Disciplinar do TJD-SE, Humberto Almeida Siquara Filho, determinou a intimação do “Mascote” para julgamento, marcado para as 18h desta quarta-feira.
O Diabinho foi denunciado com base no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva. A pena pode variar de uma a seis partidas de suspensão, quando aplicada a membros de comissão técnica, ou de 15 a 180 dias, no caso de terceiros.
Com ou sem o mascote, o Sergipe enfrenta o Associação Desportiva Confiança no jogo de ida da final do Campeonato Sergipano. A partida será realizada neste sábado, às 16h, na Arena Batistão.