Juiz suspende júri em Propriá por quebra de imparcialidade em caso de mulher que teve lábios arrancados por ex-companheiro

O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) informou que o júri popular, marcado para esta quarta-feira, 20, no Fórum Juiz João Fernandes de Britto, em Propriá, na região do Baixo São Francisco, foi suspenso após decisão judicial que apontou suposta quebra de imparcialidade dos jurados.

Com a suspensão, o Ministério Público de Sergipe (MPSE) deve apresentar um pedido de desaforamento ao TJSE, solicitando que o julgamento seja realizado em outra comarca.

O caso envolve o réu acusado de agredir brutalmente a ex-companheira, Cláudia Batista, de 35 anos, no dia 2 de março de 2024, no povoado São Miguel, em Propriá. Durante as agressões, a vítima teve parte do lábio inferior arrancado com uma mordida, perdeu quatro dentes, foi esganada e ainda sofreu socos no rosto.

A violência só não teve consequências ainda mais graves porque um líder religioso chegou ao local e conseguiu intervir. Cláudia passou por cirurgia de reconstrução e segue em tratamento após as lesões.

O acusado permanece preso e aguardava o julgamento pelo Tribunal do Júri, que será remarcado em nova comarca após análise do pedido de desaforamento.

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