Em uma revelação surpreendente feita em entrevista a uma rádio da capital, o gerente-geral da Iguá Sergipe, Fernando Vieira, detalhou um dos principais motivos da falta de água em diversas localidades do estado: o furto em larga escala. Segundo o gestor, a empresa identificou um desvio de água em uma adutora que abastecia uma fazenda de forma clandestina.
O cenário descrito por Vieira impressiona pelo abuso. A água desviada era suficiente para manter um açude particular tão grande que, nas palavras do gerente, “dava para andar de jet ski”. Enquanto o proprietário da fazenda desfrutava da abundância de água para lazer, milhares de moradores da região sofriam com torneiras secas e o desabastecimento prolongado.
Restabelecimento Imediato
Fernando Vieira ressaltou que a prova da eficácia do combate às perdas e aos desvios foi a reação do sistema após a intervenção técnica. “Assim que o desvio foi identificado e corrigido, o fornecimento de água foi restabelecido imediatamente, com a água chegando rapidamente às torneiras das residências afetadas”, afirmou. O caso levanta o debate sobre a fiscalização rigorosa e as punições para o furto de água (o popular “gato”), que é crime previsto no Código Penal.