Governo amplia programa de distribuição de sementes para atender o Alto Sertão

Ao longo deste ano, serão investidos cerca de R$ 2,5 milhões na aquisição de sementes para pequenos produtores das três regiões, através do programa executado pela Seagri, em parceria com a secretaria de Estado da Inclusão, Assistência Social e do Trabalho (Seit) e a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro)

Este ano, o governo do Estado irá ampliar o programa de aquisição de sementes. Além de sementes crioulas e certificadas de milho para o semiárido e de sementes de arroz para produtores do Baixo São Francisco, serão entregues sementes de palma forrageira a criadores do Alto Sertão sergipano, para reserva e multiplicação estratégica de alimento bovino leiteiro. A informação foi dada pelo secretário de Estado da Agricultura, André Bomfim.

De acordo com o secretário, serão investidos cerca de R$ 2,5 milhões na aquisição de sementes para pequenos produtores das três regiões, através do programa executado pela Seagri, em parceria com a secretaria de Estado da Inclusão, Assistência Social e do Trabalho (Seit) e a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro). “É um programa de fundamental importância, especialmente para o pequeno produtor rural, o agricultor familiar. A nossa expectativa é realizar a entrega das sementes de milho e arroz ainda neste mês de abril”, revelou.

Ainda segundo André, a distribuição das sementes de palma forrageira foi uma determinação do governador Belivaldo Chagas. “Sensível às dificuldades dos produtores rurais, o governador determinou o investimento de R$ 1 milhão em sementes de palma forrageira. Como é uma cultura que se adapta muito bem ao calor, tem grande utilidade para amenizar as dificuldades alimentares dos rebanhos em períodos de estiagem no Alto Sertão. Entregaremos a variedade resistente à cochonilha do carmim [praga que ataca os palmais]. A Emdagro, inclusive, vem buscando parcerias para transferência de tecnologia, visando à produção de mudas dessa variedade aqui mesmo em Sergipe, na nossa Biofábrica”, destacou o secretário.

Conforme informa o gestor, estão sendo licitadas 150 toneladas de sementes de milho certificadas, 30 toneladas de sementes crioulas de milho, e 300 toneladas de sementes de arroz. “Além de R$ 1 milhão investido na aquisição de sementes de palma; estamos investindo R$ 900 mil em sementes de milho e R$ 690 mil no arroz, totalizando quase R$ 2,6 milhões”, detalhou André.

Por denominação, as sementes crioulas são variedades desenvolvidas, adaptadas ou produzidas por agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas ou indígenas, com características bem determinadas e reconhecidas pelas respectivas comunidades. Passadas de geração em geração, elas são preservadas em bancos de sementes e guardam a riqueza natural das nossas terras. Já a certificação de sementes é o processo que busca a sua produção mediante o controle de qualidade em todas as etapas, oferecendo segurança de plantar a variedade planejada, sem riscos de infestações e com a obtenção dos benefícios gerados pelo melhoramento genético.

Balanço
Em um breve balanço dos seus primeiros 60 dias de gestão, André ressaltou alguns pontos principais, como o diálogo com pequenos, médios e grandes produtores; e o estabelecimento de parcerias com instituições que possam se somar à Seagri na oferta de assistência técnica rural para capacitar os produtores, possibilitando que elevem os seus índices de produtividade. “A Universidade Federal de Sergipe tem nos procurado e firmamos um termo de cooperação com essa finalidade. UFS, Embrapa, IFS e Seagri firmaram mais uma cooperação, para a realização em Sergipe [em novembro próximo] do primeiro Congresso Nacional de Agroecologia – tema também muito pautado pelo governador Belivaldo Chagas. Esperamos um público superior a 5 mil pessoas”, disse.

O secretário também avaliou como exitosa a visita a Sergipe da ministra da Agricultura Tereza Cristina, na última semana. “Pudemos alinhar parcerias e ficamos felizes em saber que, para o governo Federal, o produtor precisa de crédito e assistência técnica no dia a dia, sendo que o acesso ao crédito depende também de ações de regularização fundiária. Aproveitamos a visita que fizemos juntos ao Alto Sertão, para entregar à ministra um documento, contendo 14 demandas do Estado de Sergipe ao MAPA. Entre elas, o pleito de liberação dos quase R$ 9 milhões que falta o MAPA descentralizar para a conclusão do Terminal Pesqueiro de Aracaju. A ministra se comprometeu a fazer uma análise detalhada da situação e informar à Seagri a adoção de medidas, visando sanar este impasse”, pontuou Bomfim.

por Agência Sergipe de Notícias.

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