O fechamento de um tradicional supermercado em Propriá deixou um rastro de desespero e incerteza para dezenas de trabalhadores. Ex-funcionários do estabelecimento denunciam o não pagamento de salários, multas rescisórias e horas extras, além da falta de liberação de documentos essenciais para o acesso ao seguro-desemprego. O impasse atinge cerca de 120 famílias que, segundo os relatos, já enfrentam dificuldades básicas de sobrevivência.

“São 120 famílias sem receber nada, sem pagar as contas, devendo água, luz, aluguel e sem poder comprar nada para comer”, desabafou uma ex-colaboradora. Além da falta de recursos, os trabalhadores alegam que o vínculo empregatício não foi formalmente encerrado na carteira de trabalho, o que impede a busca por novas oportunidades no mercado formal.
Mensagens vazadas geram revolta
A indignação aumentou após o vazamento de prints de um grupo de WhatsApp da empresa. Nas mensagens atribuídas ao proprietário, ele afirma que as contas estão bloqueadas e que não há dinheiro em caixa. Em um trecho que causou revolta entre os ex-funcionários, o empresário teria escrito: “Eu sempre disse que quando o barco afundasse seria com todos dentro”.
Até o fechamento desta matéria, os responsáveis pelo supermercado não foram localizados para comentar as denúncias. O espaço permanece aberto para futuras manifestações da empresa.