Escultor sergipano é condenado a 87 anos por chacina em Arapiraca

Justiça condena envolvidos na morte de quatro jovens

O escultor sergipano Regivaldo da Silva Santana, conhecido como Giba, foi condenado a 87 anos e quatro meses de prisão pela morte de quatro jovens e pela ocultação dos corpos em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. A sentença foi proferida na terça-feira (25). Natural de Porto da Folha, no Alto Sertão de Sergipe, Regivaldo confessou os assassinatos, ocorridos em abril de 2024, segundo informações do processo. As vítimas foram Letícia da Silva Santos, de 20 anos; Lucas da Silva Santos, de 15; Joselene de Souza Santos, de 17; e Erick Juan de Lima Silva, de 20.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Alagoas, os crimes ocorreram em 13 de abril de 2024. Lucas e Erick teriam sido mortos primeiro. Depois, os corpos foram ocultados em um poço localizado na propriedade de Regivaldo, na zona rural de Arapiraca. Os cadáveres foram encontrados seis dias depois. Ainda segundo a investigação, as vítimas costumavam realizar serviços de limpeza na chácara. O escultor teria alegado que os assassinatos ocorreram após um suposto furto de um celular e de material utilizado na produção de esculturas sacras.

Além de Regivaldo, Wesley Santana Sá e Adriano Santos Lima foram condenados a um ano e seis meses de prisão cada um por participação na ocultação dos cadáveres. A sentença também condenou o escultor por posse irregular de arma de fogo e crime ambiental. Durante as investigações, a polícia apreendeu armas e duas cobras na propriedade, entre elas uma píton albina com mais de cinco metros, posteriormente encaminhada para um zoológico na Paraíba. Segundo as informações divulgadas à época, Regivaldo possuía registro como Colecionador, Atirador e Caçador (CAC).

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