Alessandro Vieira pede convocação de esposa de Alexandre de Moraes e quebra de sigilos

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou na última terça-feira (3) requerimentos no Senado para a convocação da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, e para a quebra de sigilos telefônico, bancário e fiscal relacionados a contratos apontados em investigação da chamada Operação Carbono Oculto, que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.

No documento apresentado ao Senado, Alessandro Vieira afirma que existem “indícios de desconexão com a prática de mercado” nos valores pagos a uma sociedade de advogados cujos serviços estariam relacionados a queixa-crime por calúnia. Segundo o senador, isso poderia sugerir a possibilidade de “negócio jurídico simulado”.
O requerimento menciona que a Operação Carbono Oculto investiga supostas formas de capitalização do Banco Master por meio de fraudes e recursos alegadamente vinculados ao tráfico de drogas, operacionalizados pela gestora CBSF DTVM (antiga Reag Trust) por meio da emissão de CDBs.

O senador também aponta que a constituição da nova banca de advocacia em Brasília, da qual Viviane Barci de Moraes faz parte, ocorreu em 22 de setembro de 2025, apenas dois meses antes da liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central em novembro de 2025, o que, segundo ele, “reforça a suspeita de manobras de estratificação patrimonial”.

No requerimento, Alessandro Vieira sustenta que a prioridade dada pelo CEO do banco aos “vultosos pagamentos à sociedade de advogados”, em detrimento de outros credores, justificaria o aprofundamento das apurações, inclusive sobre possível tráfico de influência e exploração de prestígio perante instâncias superiores do Judiciário e da Administração Pública.

Os pedidos incluem a convocação de Viviane Barci de Moraes para prestar esclarecimentos ao Congresso, bem como a quebra de sigilos telefônico, bancário e fiscal de envolvidos na investigação, o que ainda dependerá de deliberação das comissões competentes no Senado.

Até o momento, não há manifestação pública de Viviane Barci de Moraes, de Alexandre de Moraes ou de representantes do Banco Master sobre os requerimentos protocolados. Também não foram divulgados posicionamentos oficiais pela gestão do STF ou pelas partes citadas em relação às alegações contidas no documento.

*Com informações da CNN

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