FETAM cobra do Ministério Público Estadual que prefeitos cumpram Lei de Transparência

Trabalhadores das Prefeituras de Sergipe, representados pela Federação dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Sergipe (Fetam), ingressaram na manhã desta segunda-feira, dia 28 de setembro, com denúncia no Ministério Público do Estado de Sergipe sobre a falta de transparência na gestão pública Municipal em todas as partes do estado.

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Às vésperas da ‘Paralisação dos Prefeitos’ contra a queda na arrecadação dos municípios, os trabalhadores denunciam que as prefeituras não são transparentes e a população não têm acesso à folha de pagamentos das prefeituras. “A sociedade não é convocada nem para construir o Orçamento e apontar prioridades, assim como não há transparência para que possamos acompanhar como os recursos são gastos, a exemplo da folha de pagamentos”, denuncia a presidente da Fetam, Itanamara Guedes.

O movimento sindical aproveitou a oportunidade para denunciar mais uma vez que tais gestores não asseguram divulgação e amplo acesso a informações no âmbito da administração pública e assim descumprem a Lei Federal 12.527/2011 e a Constituição Federal, no inciso XXXIII do artigo 5º; inciso II do artigo 37; e parágrafo 2º do artigo 216.

Por mais que seja oportuno denunciar o obscurantismo que paira sob as receitas e aplicação de recursos pelas prefeituras, a federação dos servidores ressalta que a atitude dos sindicatos não é inédita. “Em 2014, junto à CUT e ao Sintese, realizamos um ato público em frente ao Tribunal de Contas e ao MPE para denunciar as irregularidades de algumas administrações municipais com atraso no pagamento dos servidores, a exemplo das prefeituras de Umbaúba e Porto da Folha. Aquela manifestação também cobrou a efetivação da Lei de Acesso a Informações. A garantia do cumprimento da lei pelas Administrações será mais um instrumento para que o movimento sindical e a sociedade possam conhecer se, de fato, o discurso de crise financeira dos prefeitos é verdadeiro e, principalmente, possam promover o controle social”, explicou Itanamara Guedes, que também é presidente do Sindiserve-Glória.

Numa postura crítica ao discurso sobre crise nas prefeituras, a professora do município de Estância, Ivônia Aparecida Ferreira, dirigente da Central Única dos Trabalhadores de Sergipe (CUT/SE) e do Sintese, escreveu um artigo abordando com profundidade a realidade de seu município (Confira artigo na íntegra) e convocando os professores a comparecerem em sala de aula nesta terça-feira. “Defendo que nós, servidores, não devemos parar em resposta à falta de transparência nas contas das prefeituras, uma vez que nós sabemos que os prefeitos estão usando o discurso da crise para arrochar os salários dos trabalhadores, mas em nenhum momento abrem as contas e nem entregam as folhas de pagamentos para averiguação dos sindicatos”.

No Brasil, a partir de 2011, todos os órgãos da União, Estados e Municípios passaram a ter obrigatoriedade de publicar dados referentes às receitas e despesas. No entanto, na prática, ainda há muitos órgãos descumprindo a legislação, dentre eles diversas prefeituras municipais. Por essa razão, os trabalhadores cobram uma ação mais contundente do Ministério Público que é o fiscal da lei.

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