UFS SERTÃO: Alunos do curso de medicina veterinária e zootecnia fazem reconstrução do casco de Jabuti


- 3 de abril de 2019 | - 8:52 - - Home » » »

No sertão do estado de Sergipe, especificamente na Universidade Federal de Sergipe, campus do Sertão, situada na cidade de Nossa Senhora da Glória, a 116 km da capital, Aracaju, o GEAS SERTÃO (Grupo de Estudos de Animais Selvagens do Alto Sertão Sergipano) tem ganhado destaque regional e até nacional quando o assunto é “MEDICINA DE ANIMAIS SILVESTRES”, isso mesmo, animais silvestres!

 O grupo composto por mais de 25 alunos (dos cursos de Medicina Veterinária e Zootecnia) vem desenvolvendo diversas atividades no semiárido sergipano. Dentre estas, a realização de atendimentos clínicos e cirúrgicos em diversas espécies de animais silvestres. Desde agosto de 2018 o grupo já atendeu mais de 150 pacientes, dentre estes, diversos tipos de aves, répteis, mamíferos, até peixes e aracnídeos já passaram pela avaliação da equipe, tudo sobre a supervisão do Coordenador do grupo, o Médico Veterinário e também Professor do Núcleo de Graduação em Medicina Veterinária UFS, Dr. Victor Fernando Santana Lima. 

Mas essa semana um caso em especifico chamou a atenção da equipe! No dia 02/04 uma jabuti-piranga (nome científico: Chelonoidis carbonária), de nome “Nina”, deu entrada no ambulatório da UFS, após ser vitima de um atropelamento por um Trator (isso mesmo, um trator de mais de 1,5 toneladas) passou sobre o corpo do animal, segundo relatos da sua tutora (que buscou ajuda imediata junto a equipe do GEAS). Mesmo após alguns familiares dizerem que não teria jeito e que o animal estava condenado a morte. 

Durante a avaliação da equipe, foi confirmado a presença de uma fratura de mais de 20 cm de comprimento que se difundia por toda a região dorsal da carapaça do jabuti. Nina foi medicada com analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos, e em seguida, passou por um procedimento para reconstrução  do casco, isso mesmo, reconstruímos o casco do animal usando Polimetilmetacrilato (sendo esse o PRIMEIRO registro do uso dessa técnica na reconstrução de casco em animais no sertão sergipano). Após mais de 2 horas Nina saiu com um casco novo e agora com uma maior expectativa de vida. Segundo o Prof. Dr. Victor o tratamento instituído no animal será longo e será feito com o uso de bactericidas tópicos por alguns dias, seguidos de manejo especifico. 

Vale lembrar que a resina a base de Polimetilmetacrilato usada, além de proteger o local das contaminações bacterianas e outras lesões, é a prova d’água, ou seja, o animal poderá viver tranquilamente por vários anos.  

por GEAS SERTÃO.

Por: Redação Mais Sertão
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