Postado em Plantão» Sertão» Slide - 4 de outubro de 2018 - 8:14 - Sem Comentários

Terapia Cognitivo Comportamental na Anorexia nervosa.

 

A anorexia nervosa (AN), é uma desordem psicológica caracterizada como transtorno alimentar. Comumentemente afeta adolescentes do sexo feminino, causando prejuízos físicos e mentais que podem perdurar desde a adolescência até a fase adulta quando não há tratamento adequado.

Sua causa específica ainda não é esclarecida, sendo considerada multifatorial, integrando aspectos psicológicos, socioculturais, biológicos, genéticos e ambientais. A principal característica dessa doença é a supervalorização por um corpo extremamente magro, aliada uma dieta hipocalórica crônica. Nesses casos, há uma privação considerável de energia pelo déficit nutricional, o que obriga o corpo a usar seu estoque energético, que não dura muito tempo, provocando a depleção de músculos, ausência do fluxo menstrual (amenorreia) e outras táticas de defesa do organismo.

Na anorexia nervosa, é importante que haja um tratamento interprofissional, aliando terapia nutricional e auxílio psicológico no desenvolvimento de técnicas que promovam o estudo do comportamento do paciente. Nesse sentido, destaca-se a terapia cognitivo-comportamental, pois a partir dela, o profissional de nutrição pode realizar registros mentais que evidenciem os pensamentos automáticos da paciente em relação a diferentes situações que envolvem os alimentos.

Com esse tipo de registro em mãos, o nutricionista poderá indicar ao psicólogo os principais pensamentos automáticos que colocam a paciente em sofrimento psíquico. Aliado a isso, o nutricionista deve realizar um planejamento dietético que promova uma nutrição rápida e efetiva no que diz respeito a geração de energia afim de fortalecer os sistemas danificados pela restrição, principalmente o sistema imunológico.

Para isso, o profissional de nutrição pode fazer uso da suplementação de macro e micronutrientes, o que promoverá uma nutrição mais rápida e quantitativamente menor, o que diminuirá a ansiedade da paciente em relação a comida Posteriormente, deve-se fazer a introdução de uma maior quantidade de alimentos à medida que o paciente responda positivamente o tratamento psicológico, tendo em vista que, em casos de “excessos”, o mesmo, ainda emocionalmente fragilizado pode forçar a expulsão do alimento através do vômito e omitir esse acontecimento ao nutricionista. Por esse motivo, o mesmo deve ficar atento as respostas físicas, e se necessário fazer esse acompanhamento aliado a exames bioquímicos.

 

Por: Tatiane Ferreira

 

Monte Alegrense, graduanda em nutrição, integrante do grupo de pesquisa interdisciplinar em saúde (GEPISA), líder na pastoral da criança, instituição de ação social da CNBB, voltada para o acompanhamento e orientação de famílias no que diz respeito a ações básicas de saúde, educação, nutrição e cidadania. Idealizadora do Blog Nutrição e Biologia: Saúde e ambiente em foco. Tem textos publicados na seleta do 4° encontro sergipano de escritores, 2° encontro de escritores canindeenses e convidados, 1° e 2° encontro dos escritores montealegrenses, entre outras obras reconhecidas. Tem interesse especial em neonatologia e neuronutrição, está sempre aberta para diálogos que agreguem conhecimento dentro da sua futura profissão e fora dela.

E-mail: [email protected]; Instagram: _tatinutri

Por: Redação Mais Sertão
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