O Sertão e a (r)Evolução Literária


- 4 de dezembro de 2015 | - 3:53 - - Home » »

A região que é assolada pela seca em Sergipe del Rey tem visto uma fartura cultural nos últimos meses. Escritores de vanguarda como Jorge Henrique, já conhecidos e reconhecidos e premiados no estado, juntaram-se a novos navegantes e fundaram uma academia literária na capital do Sertão. Exemplo visto, exemplo seguido. Surgiram posteriormente a Academia Literário do Amplo Sertão e a Academia Canindeense de Letras e Artes.

Com as academias veio a (r)evolução! Oficinas de criação literária, lançamentos de obras e encontros de escritores movimentaram as academias e as noites sertanejas.  O próximo passo? Este aprendiz impossibilitado implora que seja a criação de oficinas de leitura. Daquelas em que o moleque de rua se apaixona pela leitura por se ver em As Aventuras de Pedrinho e não mais que de repente cresce e se topa com Brás Cubas.

Arautos e Guardiões das Letras no Sertão, os acadêmicos terão a oportunidade de registrar para a posteridade a nossa História, que tem sido preservada na tradição oral. O poder está na ponta dos dedos de cada escritor. Que poder! O poder de desconstruir o bandido e reconstruí-lo bom moço. Tenhamos cuidado ao navegar nessas águas. Os fatos não podem ser mudados pelas nossas impressões pessoais.

Que nossas academias sejam exemplo para Academia Brasileira de Letras, que caiu no ostracismo e se transformou em uma academia de notáveis. A casa fundada por Machado de Assis recusou e foi recusada pelos grandes Drummond de Andrade, Mário Quintana, Clarice Lispector, Graciliano Ramos, Leminski… hoje é uma casa de Políticos.

Que essa (r)Evolução Literária desperte a paixão pela leitura nos desapaixonados e mude o modo com que Novos Sertanejos verão o mundo.

(r)Evolucionem!

Por: Denisson Santos
Canindeense, católico, apaixonado pelo Sertão, quase doutor em Engenharia de Processos. Aprendiz na Política, amante da leitura.
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