EMAGRECIMENTO SEM DIETA: mito ou verdade?


- 19 de abril de 2019 | - 6:31 - - Home » » » »

Talvez você ainda não saiba, mas está rolando uma nova onda de emagrecimento sem dieta, o que está gerando a maior dúvida. Afinal, isso é possível? Já vi alguns nutricionistas aderindo a esse método e o que eu posso dizer é que cada profissional tem o seu método de trabalho e isso não quer dizer que um ou outro esteja errado. Apesar disso, vou expor o meu ponto de vista, favorecendo o uso de dietas.  Para começar, gostaria de explicar o significado da palavra. Em um contexto bem simples, dieta significa um conjunto de alimentos e/ou bebidas que são ingeridas frequentemente por uma pessoa, ou seja, é o que você come frequentemente, os seus hábitos alimentares.

Olhando por esse ponto de vista, dieta não é só quantificar o que será ingerido, mas mesmo se fosse, não é interessante que em todos os casos haja um olhar apenas qualitativo e é isso que alguns profissionais estão fazendo. Para você entender melhor, vou citar dois exemplos. Paciente 1 chega no consultório com sobrepeso e relata que começou a engordar depois que teve seu segundo filho, pois ficou sem tempo para planejar as refeições e leva muitos ultra processados para o trabalho. Ela não tem nenhum tipo de doença crônica e os exames bioquímicos não acusam alterações. Já a paciente dois, está com obesidade grau um, foi diagnosticada com diabetes tipo dois a três anos e tem doença renal crônica. Será que nos dois casos eu posso fazer essa pessoa emagrecer de forma segura sem dieta?

A resposta é não! No primeiro caso, teoricamente, uma reeducação alimentar pode ser o suficiente, já no segundo caso, é muito arriscado não quantificar os nutrientes porque a diabetes e a doença renal crônica exigem do nutricionista uma atenção especial com relação ao excesso de alguns alimentos que podem agravar a saúde do paciente. Enfim, espero que com esses exemplos, você tenha entendido que cada caso é um caso. Além disso, o problema não é a dieta, mas a forma como ela é aplicada. Para os nutricionistas que usam esse método, só tenha a dizer que a prescrição dietética é uma atividade privativa da profissão e por isso não devemos desvaloriza-la, mas adequá-la de acordo com cada tipo de paciente.

Por: Tatiane Ferreira

Montealegrense, graduanda em nutrição, pós-graduanda em nefrologia, integrante do grupo de pesquisa interdisciplinar em saúde (GEPISA) e da Liga acadêmica em saúde e ambiente da UniAGES, líder na pastoral da criança, instituição de ação social da CNBB, voltada para o acompanhamento e orientação de famílias no que diz respeito a ações básicas de saúde, educação, nutrição e cidadania. Ministrante do curso Nutrição e dietética pelo PAEBS. Idealizadora do Blog Nutrição e Biologia: Saúde e ambiente em foco. Tem textos publicados na seleta do 4° encontro sergipano de escritores, 2° encontro de escritores canindeenses e convidados, 1° e 2° encontro dos escritores montealegrenses, entre outras obras reconhecidas. Autora do e-book “Alimentação e saúde”. Tem interesse especial em nefrologia e neuronutrição, está sempre aberta para diálogos que agreguem conhecimento dentro da sua futura profissão e fora dela.

 

E-mail: [email protected]; Instagram: _tatinutri

 

Por: Redação Mais Sertão
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