Postado em CRÔNICAS: Daniel Rezende» Slide» Variedade - 22 de setembro de 2015 - 19:00 - Sem Comentários

Crônica do Tempo Perdido. Por: Daniel Rezende

Em plena madrugada, decidi abandonar a TV e a reprise do Rock in Rio para visitar minhas últimas mensagens recebidas no Facebook. Perdido entre as leituras atrasadas devido ao cotidiano agitado de uma vida acadêmica/profissional, fui lendo-as até reviver muitas conversas antigas com amigos. Neste ritmo passei mais de uma hora e só me dei conta da longa duração quando o celular descarregou.

Mais do que simplesmente ler mensagens antigas, minha madrugada se tornou uma verdadeira viagem ao tempo. Naquele momento, revivi emoções antigas e contemplei um “eu” adormecido. Percebi ao longo das conversas e assuntos que, verdadeiramente, estou vivendo uma etapa diferente da vida. Essa constatação rapidamente me trouxe também o sentimento de preocupação. Preocupação pelo pouco aproveitamento daquele período que hoje não posso mais apreciar, preocupação pelas amizades que devido a distância não mais as encontro frequentemente.

Depois da preocupação, também veio o arrependimento pelas vezes que passei muito tempo focado em objetivos e pessoas e me despercebi dos vários aprendizados e sensações muito mais importantes nesta minha passagem pela Terra que mereciam uma parcela maior do meu aproveitamento.

Com a consciência pesada, decidi que dormiria, mas no dia seguinte me vingaria com uma boa crônica, pois sei que hoje, vivendo uma fase de responsabilidades e turbulências, somente ela e minhas lembranças possuem o poder de me fazer viajar, refletir e transmitir esta mensagem inquietante para outras pessoas.

Por: Daniel Rezende
Estudante de Comunicação Social - Jornalismo; Habilitado como Jornalista com DRT/SE 2.049; Sócio e Repórter do Mais Sertão; Apresentador e Repórter da Xodó FM.
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