Postado em Colunas» Política» Slide» Sobre o Poder - 29 de março de 2016 - 14:56 - Sem Comentários

Cenário: crise no Palácio do Planalto

Em reunião no diretório nacional do partido, o PMDB confirmou nesta tarde de terça-feira (29) o rompimento com o governo da presidente Dilma Rousseff, que, por sinal, já vem fragilizado diante da conjuntura política e econômica atual. A principal legenda da base aliada anunciou também a entrega de ministérios e cargos confiados pelo governo do PT.

Logicamente, a cúpula do partido dos respectivos presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, articula o impedimento da atual presidente para que seu vice, Michel Temer, seja empossado. O PMDB é o maior partido das citadas Casas Legislativas, o que facilita em muito o plano dos mesmos.

Para o terror do gabinete da presidência no Planalto, outros partidos devem acompanhar o curso e romper com a plataforma governista. Esses grupos políticos devem liberar suas bancadas para votar em favor da saída da presidente. Essa “dança de cadeiras” deve animar aqueles que pedem a saída do atual governo, levando em consideração o número mínimo de 342 de votos necessários para dar andamento no processo.

Em conversa com o ex-presidente Lula onde este tenta convencê-lo a desistir do afastamento, Temer deixou claro que o objetivo peemedebista é o impeachment de Dilma, recusando-se a voltar atrás.

O mercado já reage positivamente diante do desembarque do maior aliado do governo até agora. A bolsa de valores passou dos 50 mil pontos antes mesmo da reunião decisiva. Analistas afirmam que a economia deve sofrer uma alta considerável e atrair novos investimentos logo após a possível mudança de presidente.

Por: Franklin William
Gloriense, estudante de Direito, iniciado à arte da escrita e estudioso de assuntos ligados à esfera política e filosofia.
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